Pura maldade

EU LI MAS NÃO ACREDITEI! Primeiro, nosso governador disse que a imprensa exagera ao noticiar a violência no Rio de Janeiro. Disse que a imprensa é masoquista. Logo aqui com apenas dez ou quinze (quem se importa?) policiais mortos só em janeiro de 2018, um pouco mais de (olha que ridículo) seiscentas ocorrências de tiroteios apenas no primeiro mês do ano!?

Depois, para acabar com essa calúnia desastrosa para a imagem da cidade maravilhosa e não dar mais motivos a falatórios, o governador anunciou duas medidas: 1) promover uma grande campanha de desarmamento e 2) retirar as UPPs de várias comunidades “pacificadas”.

Não vejo malícia nos noticiários, mas enxergo maldade no governador. Ingenuidade é que não pode ser! Quem pode esperar que criminosos entreguem suas armas voluntariamente por meio de campanhas de desarmamento? A linha amarela não foi interditada mais uma vez, em dois dias consecutivos, com pessoas apavoradas no meio de um tiroteio à luz do dia, por causa de dois bebuns metidos a machões que resolveram acertar as contas de uma briguinha no bar da esquina ou valentões em pequenos incidentes de trânsito – como querem nos fazer acreditar aqueles que defendem leis de desarmamento e lutam por ruas mais iluminadas com o pretexto de assim acabar com a violência no Rio.

Acho oportuno, nesses dias difíceis, lembrar que não há bem no homem. Sem a graça transformadora de Deus agindo no homem, este só vai ladeira abaixo. O homem mal só consegue pensar em fazer mais maldade. O perverso quer viver da maldade (PV 12:12). Os maus têm fome do mal; eles não têm pena de ninguém (Pv 21:10). Quando não são imediatamente punidos, acham que podem continuar a cometer crimes (Ec 8:11).

É inútil esperar que criminosos se ocupem com arrependimento, por si mesmos ou por apelos “sentimentais”, e mudem de vida. Cabe sim às autoridades puni-los para dar uma vida de paz ao povo que se submete a sua autoridade. Nos cabe apenas orar… (Rm 13:1-5 e 1Tm 2:1-2).

André R. Fonseca

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